Associação Comercial de SP pede à Prefeitura que reveja o programa Sexta Sem Carro
13/05/2018 20:34 em Cidades

Imagem Ilustrativa

Para entidade, bloqueio da rua Boa Vista e entorno é baseado em visões parciais da realidade e traz sérios prejuízos econômicos aos estabelecimentos comerciais 

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) solicitou à Prefeitura de São Paulo audiência para rever o programa Sexta Sem Carro. A entidade enviou ofício ao prefeito Bruno Covas na última terça-feira, 08 de maio, a fim de que sejam discutidos os atuais efeitos da ação nos estabelecimentos comerciais do centro da capital. A ACSP está localizada na rua Boa Vista, cujo trânsito é interrompido por decisão da prefeitura nas últimas sextas-feiras de cada mês. Em maio, o programa foi estendido para todas as sextas-feiras do mês.
 

Para a entidade, a medida foi adotada “sem qualquer diálogo e sem levar em consideração seu impacto sobre as atividades localizadas na área central, afetando negativamente muitas empresas legalmente estabelecidas, contribuintes de impostos, geradoras de emprego e de renda”. 

A ACSP vem sendo procurada por empresários da região central, “que não consideram justa, e nem necessária, a interdição, que afeta negativamente seus negócios. Argumentam que, em um período de grandes dificuldades da economia, caberia ao Poder Público estimular o empreendedorismo e o fortalecimento das empresas, não se justificando restrições que prejudicam suas atividades, com base em visões parciais da realidade”, diz o documento. 

A entidade frisou que interdição da Boa Vista tem gerado congestionamentos na região, colocando em dúvida o eventual benefício do bloqueio para a redução da poluição. E pede que o assunto seja discutido pelo diálogo para alcançar a melhor solução para a cidade e sua população. 
 
Leia abaixo o texto completo do ofício:

São Paulo, 8 de maio de 2018.
OF.SG.080/18
Senhor Prefeito,

A Associação Comercial de São Paulo – ACSP pede vênia para transmitir a Vossa Excelência a preocupação dos empresários da Rua Boa Vista e região, no tocante a interdição dessa via com sérios transtornos às atividades empresariais.
A Boa Vista tem tido seu trânsito interrompido com bastante frequência por protestos de movimentos sociais e manifestações diversas, que provocam sérios prejuízos não apenas para as atividades econômicas de estabelecimentos nela localizados, como também na Rua Líbero Badaró e seu entorno, sem que se constate qualquer ação das autoridades para coibir ou amenizar os impactos negativos dessas paralisações.
Se os problemas que as manifestações provocam, e os prejuízos que acarretam não dependem do Poder Municipal, o trânsito na Rua Boa Vista vem sendo interrompido por decisão da Prefeitura nas últimas sextas-feiras do mês, e o foi na última sexta feira, medida que foi adotada sem qualquer diálogo e sem levar em consideração seu impacto sobre as atividades localizadas na área central, afetando negativamente muitas empresas legalmente estabelecidas, contribuintes de impostos, geradoras de emprego e de renda. 
Deve-se ressaltar que os congestionamentos provocados pela interdição de uma das mais importantes vias de ligação do trânsito na área central colocam em dúvida o eventual benefício da interdição para a redução da poluição.
A ACSP, através de sua Distrital Centro, vem sendo procurada pelos empresários estabelecidos na região central, que não consideram justa, e nem necessária, a interdição, que afeta negativamente seus negócios. Argumentam que, em um período de grandes dificuldades da economia, caberia ao Poder Público estimular o empreendedorismo e o fortalecimento das empresas, não se justificando restrições que prejudicam suas atividades, com base em visões parciais da realidade.
Tendo em vista o exposto, a ACSP pede vênia para solicitar a Vossa Excelência audiência, a fim de discutir a questão da interdição da Rua Boa Vista, para, pelo diálogo, se encontrar a melhor solução para a cidade e sua população.
A signatária renova a Vossa Excelência manifestação de elevada e distinta consideração.
Alencar Burti
Presidente

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