Vagão Rosa: trem turístico embarca na luta contra o câncer de mama
22/10/2018 16:14 em Saúde

Vagão Rosa do Hospital Santa Cruz.  Foto - Divulgação

Realizada pelo Hospital Santa Cruz (Curitiba - PR) e a Serra Verde Express, campanha de conscientização vai destinar parte do valor arrecadado com as passagens para instituições de apoio à pacientes em tratamento

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), somente em 2018, mais de 59 mil pessoas receberão o diagnóstico de câncer de mama no Brasil. De acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia, cerca de 70% desses pacientes acabarão passando por mastectomia, cirurgia de remoção total da mama.

Isso acontece, principalmente, devido à dificuldade de diagnóstico precoce e à baixa frequência de realização dos exames de acompanhamento. Para destacar a importância da prevenção e reforçar as ações do Outubro Rosa, o Hospital Santa Cruz, de Curitiba (PR), realiza, em parceria com a Serra Verde Express, a Campanha Vagão Rosa.

Durante todo o mês, o tradicional passeio de trem para Morretes e Antonina ganha uma cor diferente. Os passageiros que adquirirem o pacote completo - viagem de trem, almoço no restaurante Serra Verde Express em Morretes, City Tour e retorno de van - poderão viajar no Vagão Rosa. “Além do alerta à causa, a campanha vai promover apoio à pacientes em tratamento. Vamos destinar parte da verba arrecadada para instituições parceiras do Hospital e da Serra Verde na luta contra o câncer de mama”, explica a gerente de marketing do Hospital Santa Cruz, Juliane Poitevin.

Nos trilhos
A primeira viagem do Vagão Rosa contou com a participação de 50 pacientes em tratamento no Hospital Santa Cruz. Entre elas, a dona de casa Maria Viana, 60, que desde criança sonhava em viajar de trem. “Moro em Curitiba e nunca tinha feito esse passeio. É maravilhoso, a realização de um sonho”, destaca. A viagem também marcou um ponto importante da trajetória de Maria: a conclusão do tratamento. “Em julho agora fiz o último checkup e recebi alta. A partir de agora só volto ao hospital a cada seis meses para fazer o acompanhamento”, comemora. Desde 2016, quando recebeu o diagnóstico após um exame de rotina, Maria enfrentou duas cirurgias, 12 sessões de quimioterapia e 25 sessões de radioterapia. “Não pensei em nenhum momento em desistir. Só pensava em ir em frente. Não desistam”, aconselha.
 

A dona de casa Maria Viana.   Foto - Divulgação.

A aposentada Jesebel de Oliveira Melo, 58, que também participou do passeio a convite do Hospital Santa Cruz, reforça a mensagem: “O tratamento é longo, é difícil, mas não dá pra desistir nunca”. Ela venceu o câncer de mama há 9 anos, mas precisou passar por uma mastectomia. “Quando descobri, o tumor já estava bem adiantado. Tive que fazer quimioterapia antes da cirurgia, para diminuir o tamanho do tumor, e depois também. Se tivesse sido detectado mais cedo, talvez o processo cirúrgico e o tratamento fossem menores”, analisa Jesebel.
 

A aposentada Jesebel de Oliveira Melo curtindo o passeio no Vagão Rosa.  Foto - Divulgação.

Segundo o gerente médico do Hospital Santa Cruz, Dr. Rafael Moraes, o diagnóstico precoce é muito importante e impacta na recuperação da paciente. “O tratamento do câncer de mama tem evoluído bastante nos últimos anos. Com a possibilidade de combinar terapias, de acordo com o tipo e extensão do tumor, há cada vez menos efeitos colaterais e taxas cada vez maiores de sucesso na eliminação da doença. Dessa forma, a realização dos exames de rastreamento para detecção precoce é fundamental para aumentar ainda mais as chances de cura”, reforça.
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